Quando voltei já havia passado quase dois bimestres do 2º ano (1ª serie na época), época de prova, eu nem tinha ideia, fiz sem estudar, e tirei notas boas, única coisa que colei foi como era Preto em inglês xD, Essa gabação é graças a familia que gritava pra Deus e pro Mundo o quanto eu era inteligente, era uma menina quieta e calada, pelo menos na escola, porque sempre fui uma peste em casa, não podia chegar em casa tarde, entao voltava, e pegava outro caminho de volta pra casa da amiga, e brincava de novo, até alguém ir me buscar outra vez.
Eu sempre acabava aproximando as pessoas de mim, os mais velhos por me acharem quieta, meiga, educada, e o pessoal da escola por ser inteligente, principalmente os "populares", ainda assim, era com os bagunceiros que eu me divertia mais, na época o pessoal dizia ser da gang, aquele bandi fedelho la era nada, mas esse no fim, era o pessoal esforçado, com eles havia estudo, com os populares havia o faz pra mim ou me passa cola aí, não me importava em andar com o pessoal que agia feito crianças, até porque eramos, mas até que eu era responsável, até mesmo porque a maior responsabilidade de uma criança é brincar, não fazia nada para machucar alguém mesmo, entao, porque agiria feito adulta antes da hora? Não queria ser precoce, por mais que minha familia se gabasse da minha inteligencia, eu era uma criança normal, e como qualquer outra queria ser tratada como tal.
Mesmo tendo uma educação rigorosa que me foraçava a ter a mente fechada, eu sempre ouvi outros relatos e opiniões, queria conhecer mais desse mundo ao qual minha familia tentava me privar, por isso apanhei muito, em casa eu não tinha muito direito de expressar ou debater minha opinião, mas no mundo, escola, sim, em casa era o que eles diziam e pronto, errados ou não, aquilo era o correto.
Sempre ouvi falar que para alguns o que parece certo para outros pode ser errado, por isso nunca abri mão de ouvir e falar, para poder julgar o que seria o "certo" pra mim.
Mas isso não fez de mim uma menina correta, nunca fez, a princesinha do papai, a perfeitinha da escola também erra, tem esse direito afinal, e já errou muito, quantas vezes não fiz besteira mais me safava até porque era: "Rosa, ela não faria isso". Eu devia sentir vergonha, mas não, obrigada, não queria ser a menina perfeita, se não prejudicasse ninguém, por mim, beleza.
Nessa idade (época) tinha guardado muita magoa dentro de mim, por causa dessa merda que chamam de bullying, não vou falar mau desses infelizes que fizeram isso a mim, agora prefiro falar do que eu fiz em relaçao a isso, fiz a pior das coisas, desci ao nivel deles, eu podia parecer boba e ingenua, e era, mas aprendia as coisas facilmente, mesmo sem perceber, eu cometia o mesmo erro que eles, e acabava usando das armas que tinha pra dar o troco , nao suportava, sabia que ia me arrepender depois, mas por dentro eu precisava.
Em vez de me arrepender, prefiro aprender com os erros, claro que ha algumas que nao posso me deixar cometer, e tambem nao queria ter que ficar remoendo o passado pra criar juizo, mas no momento prefiro continuar a falar do passado, ainda não está na hora de saber como sou, agora.
Depois de tantas amizades, de ver que o meu lugar era do lado dos bagunceiros, estranhos, e estudiosos, não só meu corpo e cerebro evoluiram (mudaram), mas também as pessoas, o ensino, todo o sistema, mas esse não foi o maior dos meus problemas, gosto de desafios e conseguir ultrapassar meu limite, mas teve um teste de sobrevivencia que fez tudo desmoronar.
Adorando ler sobre sua vida e me identificar ainda mais com você. Falo aos quatro ventos que também sofri Bullying na escola e não foi pouco não, foi muito e de muitas pessoas, mas hoje eu consegui destruir o sentimento ruim dentro de mim. Comecei a cultivar os dons que possuo e que todo o ser humano também tem, basta descobrí-lo.
ResponderExcluirVocê também tem um don, Beatriz... Você é verdadeira, sincera no ponto certo.
Continue escrevendo sobre você! ^^
Continue escrevendo minha flor, mil beijos :)
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