Deixo os meninos na barraca, aviso aos seguranças para ficarem atentos a ela, entro na casa, subo as escadas cansada, e enquanto vou entrando no meu quarto vou me despindo e jogando cada peça de roupa num canto diferente do cômodo, entro naquele banheiro enorme após passar por um quarto ao qual chamo de guarda-roupa, tomo uma ducha, ao sair sento na cama e pego o Notebook, de repente, escuto passos rapidos vindo da escada, alguém abre a porta e pergunta;
- Pensando em que?
- No quanto você me fez gastar na reforma dessa casa e no porque está aqui.
- Ah mãe... As meninas estavam falando coisas absurdas, lezas, e ainda fico aperriada com intriguinhas, e não suporto: Aiiii muuulheer voce não sabeeee... QUE CABELOOO... Pretendo bater meu record na festa de amanhã...
- Ué...achei que elas fossem interessantes
- Eu também, mas na intimidade descobrimos quem realmente são.
- Sei disso, você podia lhes dar mais uma chance...
- SEM segundas chances. Sabe que não reclamo ter puxado a personalidade a você.
- Aiai, West vai pra festa?
- É...
- Amanhã antes da escola vamos comprar roupa e...
- Sem transa, tenho apenas 12 anos, não deixa-lo ultrapassar demais o sinal, beijando-o deixando gostinho de quero mais, eu sei.
- Como é na semana, volte as 22hrs.
- Mas...
- Quinta temos que acordar bem cedo, ver como anda a papelada da adoção e visitar seus futuros irmão e irmã.
- Ah...Sim, sim, tudo bem.
- Quero eu mesma fazer a festa de 1 ano deles.
Após dizer isso abro o Notebook, e então Sophie diz:
- Não devia ter largado a faculdade de Letras...
- Sabe que fiz psicologia para poder passar melhor a essência do ser humano para os meus textos. Consigo diversificar mais meu publico alvo e suas emoções. Sempre pude descrever sobre as emoções que sinto ou já senti, as que gostaria de sentir... mas, sempre quis ir além. Ver as expressões de quem já passou por tudo na vida, na minha frente, saber de cada angustia, desejo, pensamento e esperança, principalmente de que alguém que supostamente nunca teve esses problemas, o aconselhe, acalme e o compreenda. É fascinante.
- Qual será o gênero da próxima obra?
- Romance.
- Dramático?
- Não escrevo mais sobre mim e seu pai.
- Sei disso, então...?
- Sobre...seu padrinho.
- NOSSA, sempre quis que terminasse logo esse... Certeza que ele vai te deixar mais ainda na história, só... poderia dizer ao mundo quem es.
- Não, vou lhes privar de toda essa complexidade do mundo da fama e...Não tenho tempo pra isso.
- Será que dessa vez padrinho pede a senhora em casamento?
- NÃO, sabe que não consigo escrever tendo uma relação amorosa....
- MENTIRA, só porque tudo o que escreve pensa parecer meloso, puro exagero seu.
- Amor, isso... todo mundo prega... Se eu for fazer isso... Tem que ser diferente, não só essa coisa melosa, as ilusões...têm que ser mais profundas, as dores... mais agudas, e o amor próprio...o bem maior.
*Celular tocando*
- É o pai
*Silêncio*
- Ok, Té.
- O que era?
- Ele vai viajar a trabalho, quer passar o Final De Semana aqui.
- Fazer o que né. Vocês só não vão passar o Fim de Semana naquele apartamentozinho com cheiro de homem solteiro dele.
Continua...
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